“Loucos não devem ser contrariados”

novembro 28th, 2009 § Deixe um comentário

Foi a primeira noção que tive de que significava a palavra louco. A idéia veio de histórias em quadrinhos, televisão, respostas dos meus pais sobre o estado de uma tia-avó e sei lá mais o que. Devia ser um chavão na época. Coisa de criança de uns oito anos, calculo. Nenhum conceito científico-psiquiátrico, mas deu conta dos problemas que eu tinha para continuar a entender as história onde a palavra aparecia e eu por vezes empacava.

Sou uma dessas antenas de atrair malucos. Um pára-louco (óiareforma…). Seja porque roubaram seus chinelos e ele vai furar com trinta facadas ou porque em pizza não vai queijo e ele vai insultar o garçom com trinta palavrões obscuros, a única certeza que se tem diante do sujeito é: melhor não contrariar. Não é psicanálise mas é uma mão-na-roda. Minha mãe ensinou que os loucos eram doentes e que tínhamos que ter paciência.

O problema é canalha se fingindo de louco para não ser contrariado.

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